segunda-feira, 8 de junho de 2009

Um amor aborrecente

Foi no primeiro dia de aula que eles se conheceram. Ela já era veterana, ele acabara de mudar de escola. Os olhares de ambos se encontraram na hora em que o professor entrou na sala. As amigas dela o olharam intensamente. Demonstraram interesse, mas ele parecia ter se apaixonado por ela. Ela se mantinha impassível, não demonstrando nenhum sentimento por ele, afinal nem sabia seu nome.

O tempo passou, a sala toda já estava mais íntima e eles até já sabiam os nomes um do outro. Numa festinha de aniversário ele tomou coragem e pediu pra ficar com ela, mas a menina não sabia o que dizer, pediu um tempo para pensar. Ele ficou alegre com a iminente conquista. Ela, sem jeito de dar um fora.

As amigas insistiram e ela acabou cedendo. Se as outras garotas achavam-no bonitinho, alguma qualidade deveria ter, com o tempo ela encontrava. Os dois ficaram em outra festa. Beijaram-se longamente escondidos do resto dos convidados. Foi o primeiro beijo dele. Beijo desconcertado, trêmulo e sem jeito, mas com amor. Ele voltou feliz como nunca, com um sorriso estampado na cara. Ela não estava tão feliz assim.

Os dois continuaram se encontrando. Ele estava cada vez mais apaixonado, ela deixou o tempo levar para ver o que acontecia. Foi pedida em namoro. Tentou recusar, mas por pressão das amigas aceitou o pedido. O casal desfilava de mãos dadas por toda a escola. Ele se gabando por estar com uma menina tão linda. Ela tentando entender por que não acabava com toda aquela história.

Ela já não agüentava mais tudo aquilo, contava para as amigas do shopping. Dizia que ele era chato, sem graça e o pior de tudo: beijava mal. Ele se vangloriava para os amigos do futebol. Para ele a garota estava perdidamente apaixonada e faria tudo que ele quisesse.

Ele propôs sexo. Ela se opôs. E novamente as amigas entraram em ação.

A primeira transa foi como o beijo, só que mais rápida. A primeira vez dele. Estava nervoso, impaciente e querendo agradar. Ele subiu ao céu nesses dez minutos. Ela, mais experiente, se perguntava: “já acabou?”

Ela já estava desesperada, estressada e sem forças para levar aquilo adiante. Faltava pouco para matar o coitado. Ele parecia amá-la mais ainda, mas de repente pediu para terem uma conversa definitiva. Ele quis terminar o relacionamento por causa da melhor amiga dela, com a qual já ficava há algumas semanas. Ela não esboçou nenhuma reação.

Ele ficou contente por arrumar uma namorada mais bonita. Ela se sentiu rejeitada.

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